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22 . setembro . 2017

[Você pode ler esse texto ao som de Pequenas Maravilhas – Rob Thomas]

O importante é nunca deixar de acreditar que podemos recomeçar. Mas também é importante lembrar que, no meio de tanta porcaria, existe algumas coisas que valem a pena serem preservadas.

Tão engraçado como a vida é passageira e mesmo assim continuamos a insistir de que tudo será para sempre, pois se não foi, não é importante. Acredito que as mesmas pessoas que acreditam nesse termo, são os que utilizam da palavra melhor para qualquer coisa e por isso são os que acabam mais decepcionados. Sabe qual é o real problema? É aquela tão falada correria, que acaba fazendo com que tudo passe por nós em um piscar de olhos e só percebemos quando tudo já acabou.

Eu costumava não usar termos como esses pelo simples fato de não querer me machucar, mas depois de tantas voltas que o mundo já deu, eu percebo o quão insignificante se tornou esse pensamento. Não que eu as use, mas hoje, mais do que nunca, acredito na amizade. Não sou boba, sei que nada será para sempre, mas agradeço sempre por aquele pedacinho de carinho e apoio que recebi daquelas pessoas que passaram pela minha vida e por algum motivo não estão mais tão conectados a mim. No fundo sempre levarei um pedacinho de cada um comigo e sempre estarei do lado deles em pensamento desejando o melhor!

Não sei se um dia as coisas serão diferentes. Se não forem, só quero ver cada um feliz para quando nos reencontrarmos podermos falar sobre como a felicidade chegou e nunca mais foi embora. Mas, sabe de uma coisa?! Eu torço para que as coisas mudem sim. Pra que possamos sempre marcar aquele churrasco de reencontro, afinal de contas, “mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações”.

Então pra você que está lendo e acabou deixando algumas pessoas pra trás, lembre-se que nada foi em vão e apesar do que já passou, uma parte delas sempre estará com você.

“Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.”

 Obrigada por ter passado pela minha vida e continuar, de alguma forma, por aqui. ❤️

Na coluna Feelings traremos toda sexta-feita um novo texto para vocês, e se você quer participar basta nos mandar um texto feito por você para o email meutexto@colorindovidas.com com seu nome, idade e cidade. Quem sabe seu texto não aparece aqui para colorir a vida de mais pessoas. 😉

24 . Abril . 2017

[Você pode ler esse texto ao som de FourFiveSeconds – Rihanna, Kanye West, Paul McCartney]

“Às vezes você só precisa chorar. Mesmo que você não saiba o motivo de estar chorando.”

Não, esse texto não é sobre relacionamento, depressão ou algo parecido. É sobre você!

Estamos todos ligados e conectados nessa rotina louca que temos vivido ultimamente. Não temos tempo nem para andar de bicicleta e ler um livro, imagina então, se temos um tempo para nós mesmos.

A verdade é que: Estamos sobrecarregados! Qual foi o último dia que você tirou pra você? Fez uma faxina interior e exterior?

Muitos me perguntam porque tenho parado de escrever, mas depois de um longo tempo lotada de compromissos, eu já não me conhecia como antes. Não sei sobre o que quero contar. Por isso, é isso que estou fazendo um hoje… Uma limpeza.

Limpei meu quarto, organizei minhas coisas, mas principalemente, meus pensamentos. Preciso parar e pensar para onde estou indo e onde pretendo chegar com isso. Tenho que refletir sobre o que ainda merece estar aqui e o que preciso jogar fora, literalmente ou apenas tirar de dentro de mim.

É engraçado, como o peso é tanto que depois de tanto tempo se segurando, apenas um pequeno detalhe pode te desmoronar. Isso é bom, você precisa chorar e demonstar seus sentimentos. Se fechar só pode juntar mais danos.

Tire um tempo pra você! Reflita sobre sua vida, seus sonhos e conquistas. Organize-se. Ore. Não deixe que o tempo passe por cima de você, de repente pode ser tarde demais. Se entenda melhor agora e planeje o que você precisa para chegar aonde quer.

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13 . Janeiro . 2017

[Você pode ler esse texto ao som de Change your life – Little Mix]

“Proponho um brinde (…) a novos começos.” – Isla e o Final Feliz

Chega o final do ano e aquele mesmo pensamento: Já fiz o que devia fazer? Você quer realmente que este novo ano seja diferente? Então lá vai umas dicas: faça diferente.

Peça desculpas a qualquer pessoa que você possa ter deixado triste, fale o quanto você ama aquela pessoa, diga o quão importante são seus amigos, perdoe quem te magoou, se aceite como você é, se ame, faça o que você gosta. Seja feliz! Faça com que esse novo ano que se inicia seja muito especial, aproveite cada momento dele. Em toda situação, tente achar o lado bom disso tudo e fique feliz por isso.

Você falou o ano anterior inteiro que iria mudar, mas no final o tempo passou e as coisas continuaram as mesmas. O tempo passa muito rápido e a gente nem percebe. Um dia somos crianças brincando, no outro já estamos nos descobrindo, como adolescentes, no outro já somos adultos cheios de responsabilidades e sem tempo e quando vamos ver já somos idosos, sem disposição.

Dance mais, sorria mais, leia mais, brinque mais, saia mais, faça mais. Se dê a oportunidade de ser feliz e você verá que não é o ano que tem que ser bom e sim o jeito como nós vemos a vida.

Então aproveite o que você tem no momento, mude sua vida hoje. Acorde de manhã cheio de planos e realize-os. Não viva só de planejamentos, pois quanto mais a gente fica planejando o futuro, mais distante ele parece estar. Enquanto perdemos tempo reclamando ao invés de aproveitar, a vida passa rapidamente e a gente nem perceb… Ah, oi, 2017. Seja bem-vindo!

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01 . novembro . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de Last Hope – Paramore]

“Não estou perdida, mas desencontrada.” – Folha de caderno Enem, 2015.

Enem amanhã. Seu futuro em uma prova de 180 questões e uma redação.

Seu futuro inteiro, dependendo de 2 dias, exatamente 10 horas deles.

Ansiedade, medo, vontade, pressão, borboletas no estômago… Não é fácil suportar durante anos e ano um piano nas suas costas, não é fácil manter a calma e o equilíbrio quando todos os seus sonhos estão em jogo, todo o esforço e noites sem dormir. E apenas um dia para fazer isso tudo valer a pena.

Não importa no que ou em quem se agarre, mas mantenha a esperança. Como diz a letra de Last Hope do Paramore diz: “É só uma faísca, mas suficiente para te manter vivo”.

Confiar em si, coragem. Mostrar que é mais forte, que pode sim, porque quer. Muita coisa em jogo, e eu não posso perder, eu NÃO VOU perder.

SE HÁ UM FUTURO NÓS O QUEREMOS AGORA

Texto por: leitor anônimo

Clique aqui para conferir as nossas dicas sobre o que fazer nos últimos dias para sair bem nas provas.

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07 . outubro . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de Que País é Esse? – Legião Urbana]

Quando se vota contra alguém, o candidato que você escolheu não tem muito trabalho pra te convencer. O mérito dele é simplesmente não ser algo ou alguém. Seu candidato não é nada além de não ser quem você não gosta. Isso facilita muito para a campanha e para seu futuro mandato.
Afinal, se o mérito dele é simplesmente não ser alguém, ele também não precisa prometer nada, não deve se comprometer com nada, não precisa ter palavra e nós não precisamos esperar nada dele além de não ser o candidato que não gostamos ou não queremos no poder.

Quando se vota a favor de alguém, acreditamos que aquele projeto pode dar certo, temos metas e compromissos estabelecidos entre eleitores e candidatos. Temos um plano de governo e um horizonte a se alcançar.
Se não der certo, temos argumentos e armas para cobrar o governante que venceu as eleições.

Eu sempre votei no menos pior ou contra alguém. Neste domingo, pela primeira vez na vida, vou votar a favor.

E você, vota a favor ou contra alguém?

Texto por: Leo Morato

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17 . setembro . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de It’s Not Too Late – Demi Lovato]

“Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar.

  Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer.

  Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça.”

Em meu tempo de viajante, durante uns dias que fiquei sem internet, pensei muito nisto: O que é viajar?; Por que viajar?; Por que me sinto diferente dos turistas com a câmera no pescoço fazendo excursão (porque também tenho a câmera no pescoço e estou na mesma excursão e pra falar a verdade não tenho nenhum pudor de fazer um tanto de turismo quando alcança o dinheiro)?

Ora, viajar tira o chão da nossa segurança imaginária, da ilusão da estabilidade.

É a vida aos gritos.

É, convenhamos, um exagero.

Vê: não digo que viajar seja melhor do que não-viajar, o que conto são as minhas conclusões, que é o que eu posso contar, afinal.

Porque concluí que não quero viajar pra ver lugares, pra conhecer gente, pra acumular paisagens e fotografias. Claro que continuarei fazendo tudo isso, até porque que ótimo ver lugares e conhecer gente, mas, antes de tudo, quero viajar pra estar.

Porque pode-se estar em um lugar ou em outro, o mundo é enorme, há lugares lindos por todo lado; há gente interessante pra se descobrir em qualquer cidade: todos os lugares são lugares.

Me lembro de estar sentada no topo de algum morro olhando a vista com o vento na cara e alguma companhia dessas que a gente vai encontrando pelo caminho e com dois dias de convivência parece amizade de dez anos e me lembro de sentir que nada precisava mudar, e que bom estar ali, não querer mudar nada, não querer que o tempo passe mais devagar ou mais rápido.

Estar, e só isso.

E nessa tranquilidade pensar talvez o quanto é incrível a sucessão de momentos, um atrás do outro, sem parar.

Porque sim: lugares e conhecer, mas de que me serve tudo isso se não posso estar nos lugares? e se não estou nos lugares, no momento, estou… onde? Mais ainda porque enquanto viajava não tinha data pra voltar, porque afinal também na vida não existe data de retorno. A vida é tipo uma viagem só de ida (desculpa o clichê, ele escapou de meus dedos e se enroscou no texto).

Nos resta estar presente no único momento em que podemos estar presente;

em qualquer lugar.

Por isso viajar como hipérbole da vida: viajar escancara o que no dia a dia da não-viagem a gente tende a deixar passar pela sutileza da apresentação.

que não estamos seguros;
que não estamos sozinhos;
que somos todos iguais;
que o que vale é o presente;
que todos os dias são diferentes.

e principalmente esse último item: todos os dias são dias, todos os momentos são momentos.

Pelo exagero: viajar é mudar de cenário com frequência, buscar hospedagem, conhecer gente, confiar em desconhecidos. Mas a verdade é que também na vida da não-viagem os dias não se repetem nunca, e talvez faça mais sentido viver a rotina com os olhos abertos de quem empreende uma viagem: acreditando que sempre se enfrenta um novo dia, um novo momento.

Também porque viajar é encontrar o desconhecido (em menor ou maior grau) e aprender que somos todos iguais apesar das diferenças. saber-se um estranho tanto quanto pensamos o outro como estranho. pensar que talvez “estranho sou eu”.

Nesse sentimento da estranheza somos todos humanos.

Numa conversa com um amigo argentino, quando estava no interior do Uruguai, comentei que não sabia se seria capaz de viver com a indefinição, com nunca saber o que vai ser o mês que vem, com a insegurança de não ter algo fixo em que me apoiar, que talvez devesse me estabilizar, ter uma casa etc. Ele me disse que mesmo na rotina da cidade e do emprego fixo o que temos é só uma ilusão de estabilidade; no mês seguinte pode faltar o emprego, a casa, um amigo. Podemos ser obrigados a recomeçar.

Viajar só explicita a verdade que na vida da não-viagem a gente se recusa a ver.

Tudo isso porque lendo “The Tao of Travel”, do Paul Theroux, no capítulo sobre ficar em casa (um capítulo sobre não viajar num livro sobre livros de viagem) topei com a declaração de um monge budista que abriu mão de tudo e não saía de casa:

“Desde que eu abandonei esse mundo e rompi todos os laços, eu não senti medo e ressentimento. Eu me comprometi minha vida com o destino sem desejos especiais de vida ou desejo de morrer. Como uma nuvem flutuando, eu não tenho ligação e nem dependo de ninguém. Meu único luxo é um sono profundo e tudo que eu vejo a frente é a beleza das mudanças de estações.”

E pensei claro, óbvio: viajar pra preencher um vazio de lugares a serem vistos não faz o menor sentido, viajar pra acumular fotos e lembranças não faz o menor sentido. Claro que se pode fazer isso e claro que eu gosto de tirar mil fotos e costurar as bandeirinhas dos países que visitei na minha mochila, mas essa pode ser a razão para se viajar.

A única razão possível pra viajar deveria ser a mesma que nos faz acordar e ir trabalhar: viver o dia.

Porque viajar pode ser lindo, e fica mais lindo ainda quando a gente aceita os acontecimentos e se adapta a eles e segue adiante. Os viajantes que estão sempre insatisfeitos (com a qualidade da cama, com o tamanho do pão no café da manhã, com o atraso do guia, com o atraso do ônibus, com a poeira da estrada) não estão vivendo porra nenhuma. A viagem vai ser boa, talvez, no momento em que estiverem em casa mostrando as fotos pros amigos.

A questão é que viajar pode ser lindo tanto quando ficar em casa pode ser lindo.

O importante seria aprender a ESTAR.

E por tudo isso este se tornou meu objetivo de viagem: ESTAR.

Devo dizer que desde que me dei conta disso até a mochila ficou um pouco mais leve.

Texto por: Olívia Maia

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02 . setembro . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de It’s Not Too Late – Demi Lovato]

“É triste quando alguém que você conhece se torna alguém que você conhecia.”

Essa citação ecoa na minha mente quase todos os dias desde quando a ouvi pela primeira vez. Eu me pergunto, de tempos em tempos, como eu deixei que isso acontecesse? Como eu deixei que alguém que eu conhecia tão bem se tornar algo passageiro na minha história?

Eu sei que não é um comportamento saudável. Eu sei que não é um comportamento positivo. Eu sei que é algo que eu aprendi uma vez, há muito tempo atrás, e nunca desvendei o porquê. Há buracos na estrada que deixei para trás. Pessoas que eu machuquei, discartei e deixei para trás.

Alguma dessas pessoas eu até já chamei de melhores amigos. Alguns eram apenas pessoas especiais. Mas todas elas, em um ponto, eu cheguei a pensar que não poderia viver sem. Me entristeço em dizer que, esse não foi o caso. Eu consegui continuar vivendo, seguindo em frente, mesmo eles estando longe.

Eu acho que isso é a pior parte de se despedir de alguém. É saber que não vai durar, saber que um dia eu vou parar de pensar nessa pessoa, e logo após isso, vou parar de me importar com ela.

Olhando para trás, há uns 10 anos, eu consigo perceber que os padrões que desenvolvi enquanto criança continuam se repetindo. Eu conheço a pessoa, começo a gostar dela rapidamente. Mas na mesma rapidez, eu consigo esquecê-las e seguir em frente sem elas.

Mas eu me pergunto se isso não é o natural. Eu analigo, me questiono e procuro por razões por trás do que eu faço e porque eu me relaciono com as pessoas. Talvez é apenas a forma como todos são, mas os outros são melhores em esconder isso.

Talvez não tenha problema emocional nessas ações e eu esteja apenas criando um drama para explicar como tantas pessoas ao meu redor chegam e partem da minha vida.

Se eu já fiz isso com você, eu sinto muito. Sinto muito por estar na sua vida em um momento e sair no outro. Sinto muito pelo espaço vazio que um dia eu posso ter deixado. Mas se faz alguma difrença, eu não sinto muito por ter te conhecido. Mesmo que isso pareça egoísta, eu sempre aprendo com as pessoas que conheço. Aprendo um pouco mais sobre a vida, o mundo ao meu redor e eu mesma. Então, obrigada!

alguémqueeuconhecia feelings

Textor de Jon Westenber, traduzido pela equipe do Colorindo Vidas.

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26 . agosto . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de Let It Go – Demi Lovato]

“Seja a boa menina que você sempre precisou ser. (…) E os medos que uma vez me controlaram, não chegam nem perto de mim aqui no ar frio, onde eu finalmente posso respirar.” – Let It Go

Eu tenho um recado pra você que tem se cobrado constantemente e deixado de viver para si afim de viver para os estudos. Pra você que está deixando morrer sua vida social e que já nem sabe o que é sair e dar umas boas risadas com seus amigos. Pra você que está rodeada de livros e obrigações ao invés de estar rodeado de pessoas.

Esse recado é pra você que caiu nas redes do “Você precisa ser o melhor, ou dar o seu melhor” fazendo você ultrapassar todos os limites do seu corpo. Aquela concepção errada que nos enquadram de que precisamos abdicar de tudo para se chegar onde quer e que na maioria das vezes com 18, 20,22 anos ainda não sabemos se queremos mestrado ou se queremos sei lá viajar depois da faculdade. Muitas vezes com 18 anos nem sabemos que curso queremos e isso já é motivo para entrar em desespero, os pais cobram que você faça alguma graduação e você se sente angustiado ao ver seus amigos que desde a infância já sabiam que queriam medicina enquanto você gostava de brincar de bola na rua.

A sua apreciação pela arte, pela música de nada valem e você precisa gostar de matemática ou ser muito boa em biologia. Desde cedo essa cobrança com o que devemos ser dentro de um prazo é o que leva muita gente a adentrar na faculdade e não saber lidar com as frustações do meio acadêmico.

Esse recado é pra você que como eu, acordou e não conseguiu fazer aquele trabalho da faculdade, que trocou um feriado de estudos por um feriado com séries, e que depois ficou se culpando como quem deveria ter feito algo e não fez. O mundo acadêmico exige responsabilidades e não estudar no feriado não faz de você um preguiçoso, não ter vontade de estudar no domingo não faz de você um irresponsável. Você não é uma máquina, você é um ser humano e embora isso nem sempre nos pareça óbvio e real, nós temos nossas limitações e o cansaço sempre aparece, ele sempre vem.

As cobranças sociais não nos preparam para isso, elas apenas nos jogam lá como quem precisa produzir. Você precisa tirar notas excelentes, precisa fazer seu TCC, precisa estudar pro mestrado ou já ir se preparando para um concurso, você precisa ter tantos artigos publicados e seu currículo precisa estar bom o suficiente para alguém olhar e dizer: “Ual” e tudo isso em um prazo mínimo, em um tempo curto que não nos permite o melhor da vida: Viver.

Se você quer seguir carreira acadêmica e pensa tanto no mestrado ótimo, sei que não medirá esforços para atingir seu objetivo, mas não se cobre tanto. É importante ousar, ter sonhos e querer sempre avançar e eu acho que o mundo acadêmico nos permite progredir e alçar voo. É um mundo de possibilidades e temos a escolha de não nos tornar prisioneiros. Temos a liberdade de saber dosar as obrigações e de assumir nossos fracassos não como quem desiste mas como quem não estava bem no dia em que fez a prova, ou não conseguiu assimilar o conteúdo. Como quem estava com problemas e teve sua atenção dispersa durante a prova. Como quem não entendeu as explicações do professor e tudo bem tirar um 6.0.

Então pare de se culpar por não ter tirado um 10,0 naquela prova que você tanto estudou, não se culpe por não ter conseguido fazer todos os trabalhos que você tinha programado durante a semana e porque um dia ou outro você deixou de estudar pra ir tomar um café com um amigo e falar das besteiras da vida.

Então pare de olhar em volta e achar que todo mundo está conseguindo render ao máximo, que todos estudam loucamente e que você é quem está ficando para trás só porque entre tantos domingos você não conseguiu estudar nesse. Só porque você dormiu enquanto estudava para uma prova mesmo tendo tomado tanto café para se manter acordado.

O que quero dizer é que viver não faz parte do currículo, boas risadas, momentos agradáveis, ver aquele filme que estreiou no cinema e deixar de lado as preocupações não nos torna irresponsáveis, nos torna humanos.

Não tem problema acordar no domingo e ir querer comer pastel na feira logo cedo ao invés de querer terminar sua pesquisa, não tem problema se você não conseguiu produzir como gostaria no feriado e acabou apenas fazendo um trabalho entre tantos, porque acabou caindo no sono. Não tem problema se você não conseguiu escrever nada do seu TCC hoje. É que somos humanos e não temos disposição todo dia, não temos energia o tempo todo e embora a sociedade e a vida acadêmica exija constantemente que devemos ler tantos mil textos por semana, que devemos produzir, produzir e produzir, nós nem sempre conseguimos acompanhar esse ritmo, então aceite pausas. Faça paradas. E isso não tem nada a ver com desistir ou andar pra trás. Isso tem a ver com permitir. Permitir tomar um sorvete em um domingo a tarde e sair com os amigos no sábado a noite sem culpas, isso inclui permitir viver longe de se achar problema ou dotado de dificuldades porque não conseguiu varar uma noite estudando ou porque por algum motivo – provavelmente o cansaço- você não conseguiu terminar o seu TCC.

Não é normal se culpar por não conseguir estudar depois de um dia inteiro na faculdade, não é normal se culpar por não ter conseguido estudar no feriado ou por não ter aguentado estudar durante toda a madrugada. Que essas cobranças não nos aprisione e que nós possamos conhecer as teorias e dominá-las sem deixar de conhecer a nós mesmos e aos outros, sem perder o controle da nossa vida e deixar que as cobranças tomem a direção.

Você pode saber como faz referências nas normas da ABNT e da APA sem precisar consultá-las, pode saber perfeitamente como elaborar um projeto de pesquisa, mas você também precisa saber viver. Precisa saber respeitar quando seu corpo diz não e quando você está cansada emocionalmente depois de uma semana de provas. Como já disse anteriormente, viver não consta no Lattes e ao contrário das teorias e coisas que nos ensinam a todo tempo, viver não segue um manual, aprenda a sobreviver as cobranças, não mergulhe nelas a vida é muito mais que isso.

(Escola coloca muita pressão nos adolescentes e eles crescem depressivos porque os fizeram sentir como falhos)

Texto por: Thamilly Rozendo

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05 . agosto . 2016

Vivemos em uma busca incansável pela tal da felicidade. Odiamos as segundas-feiras e torcemos para que a semana passe rápido. Os estudos, o trabalho tem se tornado um fardo e contamos os dias para as férias chegarem. Vibramos com os feriados e aproveitamos o nosso tempo livre dormindo.

Trocamos conversas numa tarde qualquer pelo bate papo e as redes sociais. Deixamos as ligações de lado e mandamos um áudio no whatsapp. Só lembramos dos aniversários porque o tal do Facebook nos avisa, e já desconhecemos o que é uma biblioteca porque o mestre Google sempre responde aos nossos questionamentos. Vivemos a espera dos romances de filmes, mas dispensamos as pessoas porque não queremos compromissos.

Nos auto intitulamos independentes, mas vivemos carentes de um colo e um cafuné. Adoraríamos ter alguém para tomar um café e apenas conversar, mas vivemos reafirmando aos quatro cantos do mundo o quanto é bom ser sozinho e que tudo está bem. Defendemos a política do bom senso, do não ao preconceito, mas julgamos a tudo e a todos,  o tempo todo. Falamos das relações superficiais, mas já nos esquecemos do que é um abraço.

Vivemos num paradoxo, vivemos em contradição. Vivemos criando padrões e expectativas que são difíceis de alcançar. Colocamos alvos e metas, mas esquecemos de ir atrás. Esperamos que tudo aconteça ao natural. Colocamos a felicidade como meta e vivemos no lance do quando… “quando eu passar em um concurso vou ser feliz”, “quando eu conseguir aquele emprego vou ser feliz”, “quando eu ganhar bem vou ser feliz”, “quando eu casar vou ser feliz”. Mas o grande engano é que sempre haverá outros desejos, outras metas e sempre estaremos adiando a nossa felicidade.

Idealizamos o amor e deixamos escapar os gestos mais bonitos, o carinho, o afeto verdadeiro, e o sentimento sincero. Felicidade e amor não devem estar alicerçados em coisas ou pessoas,  fazer isso é chamar a decepção e convidá-la a fazer parte da sua vida. Mude a cara da sua segunda e deixe a semana passar sem pressa, aproveite cada momento e se realize nas pequenas coisas. Seja a melhor versão de você mesmo em tudo, espere grandes coisas, você merece, mas aprecie as pequenas coisas, afinal elas também podem te proporcionar grandes coisas é só você buscar ver o mundo com outros olhos.

Permita-se viver, veja a oportunidade em cada dificuldade, aproveite as chances que a vida dá. Não desperdice seu tempo com coisas vãs, não se deixe chatear por coisas sem valor, por pessoas que não se importam com você. Veja a vida com outros olhos, a tal da felicidade não tem nome, nem lugar, nem hora pra chegar.

Texto por: Thamilly Rozendo

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09 . julho . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de Don’t Worry Child – Swedish House Mafia]

Era tão bom ser criança! Se eu não fosse tão inocente, nunca teria a vontade de ser um adulto.

Após anos de espera a grande sequência de Procurando o Nemo finalmente saiu, todos com aquela nostalgia da infância para rever os personagens, rever o mundo de baixo d’água, ver uma animação tão amada desde pequenos. Você sabia que esse filme foi lançado a exatamente 13 anos? Eu tinha apenas 6 aninhos quando a produção foi lançada e passei minha vida vendo e revendo, posso dizer que entrar na sala do cinema para ver Procurando Dory foi realmente uma mistura de alegria, animação e saudade, principalmente a saudade.

Esses pequenos momentos que nos fazem voltar a anos atrás de nossas vidas realmente nos fazem pensar no tempo, não é mesmo?! Nos faz pensar na nossa vida. Uma época que tudo era mais fácil e simples, mas que como em todos os momentos da nossa vida, nós não soubemos aproveitar o bastante com o sonho de fazer 10 anos, depois 15, depois 18 e assim vai indo… Mas porque nós mudamos tanto nesse meio tempo? Nós que éramos crianças sonhadoras, hoje somos adultos que se conformaram com a rotina. Porque?

Como não podemos voltar no tempo, porque pelo menos não tentamos voltar à aquela simplicidade de criança que ainda está dentro de nós? Resolvi tomar a personagem Dory como uma inspiração: “O que Dory faria agora?”. Acho que o que mais nos chama atenção na personagem é o fato dela ir atrás do que quer, não ter vergonha de se expressar e estar sempre pronta pra ajudar, assim como uma criança é. Tente levar essa perguntinha para o seu dia-a-dia, talvez você não precise usa-lá literalmente e começar a responder as pessoas na linguagem de baleia [lê-se balêies hahaha], mas quando você quiser desistir dos seus sonhos ou esquecê-los lembre dela e tenha a certeza que ela iria correr atrás. 😉

Independente do que aconteça… Continue a nadar!

“Quando eu era mais novo colocava os braços dentro da camiseta e dizia às pessoas que os tinha perdido. Eu dormia com todos os animais de pelúcia para nenhum ficar ofendido. Eu acordava cedo de manhã só pra correr para o sofá da sala e assistir TV. Eu esperava atrás das portas para assustar as pessoas, mas saía sempre, porque elas demoravam ou porque tinha que fazer xixi. Eu fingia estar dormindo no sofá para o meu pai me carregar para a cama. Eu costumava pensar que a lua seguia o carro e olhava para aquelas gotas escorrendo na janela como se fosse uma corrida. Lembram-se quando éramos crianças e queríamos crescer? O que é que havia na nossa cabeça?”

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