Tag: ‘infância’

09 . julho . 2016

[Você pode ler esse texto ao som de Don’t Worry Child – Swedish House Mafia]

Era tão bom ser criança! Se eu não fosse tão inocente, nunca teria a vontade de ser um adulto.

Após anos de espera a grande sequência de Procurando o Nemo finalmente saiu, todos com aquela nostalgia da infância para rever os personagens, rever o mundo de baixo d’água, ver uma animação tão amada desde pequenos. Você sabia que esse filme foi lançado a exatamente 13 anos? Eu tinha apenas 6 aninhos quando a produção foi lançada e passei minha vida vendo e revendo, posso dizer que entrar na sala do cinema para ver Procurando Dory foi realmente uma mistura de alegria, animação e saudade, principalmente a saudade.

Esses pequenos momentos que nos fazem voltar a anos atrás de nossas vidas realmente nos fazem pensar no tempo, não é mesmo?! Nos faz pensar na nossa vida. Uma época que tudo era mais fácil e simples, mas que como em todos os momentos da nossa vida, nós não soubemos aproveitar o bastante com o sonho de fazer 10 anos, depois 15, depois 18 e assim vai indo… Mas porque nós mudamos tanto nesse meio tempo? Nós que éramos crianças sonhadoras, hoje somos adultos que se conformaram com a rotina. Porque?

Como não podemos voltar no tempo, porque pelo menos não tentamos voltar à aquela simplicidade de criança que ainda está dentro de nós? Resolvi tomar a personagem Dory como uma inspiração: “O que Dory faria agora?”. Acho que o que mais nos chama atenção na personagem é o fato dela ir atrás do que quer, não ter vergonha de se expressar e estar sempre pronta pra ajudar, assim como uma criança é. Tente levar essa perguntinha para o seu dia-a-dia, talvez você não precise usa-lá literalmente e começar a responder as pessoas na linguagem de baleia [lê-se balêies hahaha], mas quando você quiser desistir dos seus sonhos ou esquecê-los lembre dela e tenha a certeza que ela iria correr atrás. 😉

Independente do que aconteça… Continue a nadar!

“Quando eu era mais novo colocava os braços dentro da camiseta e dizia às pessoas que os tinha perdido. Eu dormia com todos os animais de pelúcia para nenhum ficar ofendido. Eu acordava cedo de manhã só pra correr para o sofá da sala e assistir TV. Eu esperava atrás das portas para assustar as pessoas, mas saía sempre, porque elas demoravam ou porque tinha que fazer xixi. Eu fingia estar dormindo no sofá para o meu pai me carregar para a cama. Eu costumava pensar que a lua seguia o carro e olhava para aquelas gotas escorrendo na janela como se fosse uma corrida. Lembram-se quando éramos crianças e queríamos crescer? O que é que havia na nossa cabeça?”

procurando dory colorindo vidas