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20 . setembro . 2016

Pare um segundo, nós precisamos falar sobre Leonard!

O dia 22 de Setembro foi um dia de espanto para o Brasil com a morte do ator Domingos Montagner. Nas redes sociais houve várias mensagens de compadecimento com a família e muitas mensagens reflexivas sobre o quão curta é nossa vida., e um dos motivos dessa resenha é justamente sobre essa meditação.

O autor Matthew Quick nos faz viajar por um mundo novo e diferente pelos olhos de Leornard Peacock, um garoto cheio de receios e problemas como a maioria dos jovens, mas que transborda uma força irreal no seu interior.

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Hoje é aniversário de Leonard e ele planeja matar seu ex-melhor amigo e depois acabar com sua própria vida com uma P-38 da 2º Guerra Mundial. Mas antes de completar seu plano, ele tem que se despedir de quatro pessoas importantes na sua vida, cada uma delas mais apaixonante e especial em sua particularidade.

Seu vizinho Walt, apaixonado por filmes de Humphrey Bogart, com quem ele assiste filmes antigos quase todos os dias. Baback que estuda na mesma escola que Leonard e toca violino – mas é amigo dele na cabeça de Léo. Lauren é a garota cristã por quem ele se apaixona e Herr Silverman, o professor que está ensinando sua turma sobre o holocausto.

“- Por que você está me dando isso?

– Bem, por uma porção de motivos. A maioria eu realmente não consigo explicar direito. É por isso que as pessoas dão presentes, certo? Porque não sabem como se expressar em palavras, então dão presentes para expressar simbolicamente seus sentimentos.”

Leonard está vivendo em um mundo cinza, aprisionado na ideia imposta de ser adulto, mas não consegue encontrar redenção ao longo de sua jornada, vendo assim sua única saída acabar com a vida de uma pessoa, para que ele tenha motivos o suficiente para acabar com a sua.

Cada um de seus amigos recebem um presente, e Matthew Quick conta-nos um pedaço de cada história, com um tom de esperteza e realidade que nos choca por identificarmos com Leonard ou com qualquer outro dos personagens. Uma sintonia perfeita que deixa-nos  com o coração apertado e lágrimas nos olhos.

Mesmo afundado em sua tristeza, Leonard recebe ”cartas do futuro”, elas são em sua maioria cheias de esperanças, contos que ele queria que existisse. A cada carta, meus olhos se enchiam de lágrimas, e meu coração de esperança por aquele garoto.

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“Estou tentando fazer com que ele saiba o que estou prestes a fazer. Estou torcendo para que ele possa me salvar, apesar de saber que não pode.”

Leonard é uma força que existe nas pessoas, é a esperança de um algo bom, é o reflexo as nossas expectativas.

Um dos temas que o livro aborda de forma sutil, para que tenhamos uma reflexão sobre as crianças, é do abuso que elas sofrem, escondem por não conhecerem, e da forma com que isso as moldam, criando conflitos e emoções confusas em sua personalidade.

Quando você percebe, sua fé está totalmente entrelaçada a vida desse jovem, e sua esperança é de que alguém possa descobrir o que ele vai fazer e por um segundo, salva-lo.

“A chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe.”

E nas últimas frases do livro, o desejo é de pegar esse menino coloca-lo no colo e abraçar para sempre.

O título do livro é tudo o que você quer dizer. Perdão, Leonard Peacock.

 

Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.

 

 

Em 2017 está previsto o filme desse livro maravilhoso, dirigido por Channing Tatum. Que venha o filme!

 

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Até :*